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Nesta sexta-feira, 30, o Sindicato encaminhou carta à direção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que toma posse hoje, em São Paulo (SP).
Na carta, o Sindicato sublinha sua expectativa de que o momento vivido pela indústria automobilística abra espaço para o necessário debate em torno da "elaboração de um contrato coletivo nacional para o setor automotivo, que seja capaz de eliminar as diferenças salariais hoje existentes e fazer justiça aos milhares de trabalhadores que, com o seu empenho diário, tem levado o país a ocupar papel destacado no cenário da indústria automobilística mundial".
No documento, o Sindicato também aponta a necessidade de que "as fabricantes de automóveis se convençam da importância da adoção de medidas voltadas para a valorização do trabalho, como a que prevê redução da jornada semanal, sem diminuição de salários, que, sem dúvida, possibilitará ao trabalhador dispor de maior tempo livre para se capacitar, de maneira a fazer frente às exigências impostas pelo próprio mercado".
Leia, abaixo, a íntegra da carta:
Betim, 30 de abril de 2010
À
DIRETORIA ELEITA DA ANFAVEA
Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores
Prezados Senhores,
Vimos, por meio desta, cumprimentar a diretoria da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) que toma posse para um novo mandato neste 30 de abril, na pessoa de seu presidente eleito, Cledorvino Belini.
Lembramos que a etapa que hoje se inicia coincide com um novo ciclo de crescimento econômico vivido pelo país, crescimento este que se encontra ancorado, sobretudo, na ampliação da renda e da oferta de crédito e, em conseqüência, do consumo interno, fatores que consideramos imprescindíveis para que o êxito até aqui alcançado se faça duradouro.
Neste sentido, reiteramos a nossa esperança de que este novo momento se constitua em uma oportunidade para que finalmente possamos dar início ao debate em torno da elaboração de um contrato coletivo nacional para o setor automotivo, que seja capaz de eliminar as diferenças salariais hoje existentes e fazer justiça aos milhares de trabalhadores que, com o seu empenho diário, tem levado o país a ocupar papel destacado no cenário da indústria automobilística mundial.
A nosso ver, é fundamental que a nova direção desta Associação tome para si a responsabilidade de atuar também como reguladora das atuais condições de trabalho, para dar fim às assimetrias e frear o que consideramos uma competição desleal entre suas diversas associadas.
Por último, queremos destacar que é inegável que o crescimento da produtividade e a busca permanente da qualidade, indispensáveis à manutenção da competitividade em um mercado globalizado, estão intimamente associados ao grau de qualificação profissional dos trabalhadores do piso das fábricas. Assim, apontamos a necessidade de que as fabricantes de automóveis se convençam da importância da adoção de medidas voltadas para a valorização do trabalho, como a que prevê redução da jornada semanal, sem diminuição de salários, que, sem dúvida, possibilitará ao trabalhador dispor de maior tempo livre para se capacitar, de maneira a fazer frente às exigências impostas pelo próprio mercado.
Na expectativa de que a nova diretoria que hoje toma posse esteja sintonizada a esta premissa, pelo bem dos trabalhadores, das empresas e do Brasil, despedimo-nos,
Atenciosamente,
Marcelino da Rocha
Presidente
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