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Apesar de avaliar como “positiva” a decisão tomada nesta terça-feira (15) pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, que sancionou o reajuste de 7,7% para os aposentados e pensionistas que ganham acima de um salário mínimo, o diretor de Saúde do Sindicato, Rogério Djalma de Oliveira, criticou o veto ao fim do Fator Previdenciário – mecanismo criado em 1999, durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), para inibir aposentadorias precoces.
“O reajuste, além de contemplar a reivindicação das centrais sindicais e das lideranças dos aposentados, faz justiça aos milhares de trabalhadores que já deram sua parcela de esforço no passado. Entretanto, ao decidir vetar o fim do Fator Previdenciário, o governo acabou não corrigindo uma injustiça cometida principalmente com os trabalhadores que ingressaram no mercado de trabalho mais cedo e que chegaram a perder até 40% do valor de seus benefícios”, afirma.
Para o diretor do Sindicato, o veto ao fim do fator penaliza, sobretudo, aqueles que permanecem na ativa. “Muitos poderão ser os trabalhadores que, um dia, irão depender da própria aposentadoria para se sustentar e à própria família. Portanto, é para estes trabalhadores que vai o nosso recado de que a luta e a mobilização pela derrubada do veto ao Fator Previdenciário têm que continuar”, orienta.
8,3 milhões beneficiados
O reajuste de 7,7% para quem ganha mais de um salário mínimo, que será retroativo a janeiro, previsto para ser pago em agosto, deverá beneficiar algo em torno de 8,3 milhões de aposentados e pensionistas em todo o país, segundo o governo.
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