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O crescimento da produção das montadoras de veículos tem levado a reboque as fabricantes de autopeças em Minas Gerais. De janeiro a julho deste ano, estas empresas registraram expansão de 13,3% no faturamento, segundo os dados preliminares de uma pesquisa realizada pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), divulgada há poucos dias. O levantamento foi realizado junto a 23 empresas, que representam 5,5% da receita total do setor no país.
Além da montadora instalada em Betim, outras empresas do Grupo Fiat têm contribuído para o desempenho das fabricantes de autopeças, como a Iveco Latin America, em Sete Lagoas, e a Case New Holland, em Contagem.
Do total de vendas das fabricantes de autopeças, 69,9% se destinaram a montadoras. As exportações responderam por 12,6% e o mercado de reposição foi responsável por 12,4% das encomendas ao setor.
O segmento também tem se beneficiado da elevação nas exportações. De acordo com os últimos dados divulgados, de janeiro a junho, os embarques para o exterior aumentaram 70,8% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado.
Para Marcelino da Rocha, presidente do Sindicato, são números que os trabalhadores das autopeças instaladas na região não devem perder de vista no momento em que o reajuste salarial for levado à mesa de negociação com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). "Os resultados divulgados até agora têm mostrado que os trabalhadores estão fazendo a sua parte. Resta, agora, que as empresas ofereçam a justa contrapartida a este esforço. Do contrário, quem produz deve exigir", orienta.
Além de aumento real e reajuste do piso salarial, a pauta entregue pela categoria à Fiemg no dia 30 de julho inclui redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução de salários, e abono, entre outras reivindicações.
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