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O Sindicato dos Metalúrgicos de Betim se solidariza com os metalúrgicos de Caxias do Sul, que, nesta sexta-feira, 12, tiveram o presidente de seu sindicato, Assis Melo, o diretor Nercildes do Carmo e Sálvio Fontes, funcionário da entidade, presos durante manifestação realizada na portaria da Randon Implementos. Depois de detidos, os três foram levados até a delegacia e liberados após prestarem depoimento.
Desde a última quarta-feira, o Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região vinha realizando assembléias diárias na portaria da Randon, em razão da insatisfação dos trabalhadores com a proposta para pagamento da Participação nos Resultados feita pela empresa. No protesto realizado nesta sexta-feira, Melo, Carmo, Fontes e Carlos André Mara, também dirigente sindical, sofreram lesões corporais após serem atacados por policiais militares, que se deslocaram até a fábrica para assegurar que a produção fosse iniciada no horário habitual. Os quatro serão submetidos a exame de corpo delito no Departamento Médico Legal (DML) de Caxias do Sul. Em entrevista ao jornal Pioneiro, Melo, que é vereador pelo PCdoB, disse que houve “despreparo da polícia”. “Não havia razão para agirem com violência se estávamos cumprindo o pedido da Justiça”, afirmou. Ontem, a Randon havia obtido na Justiça a garantia de que as manifestações ocorreriam a mais de 100 metros dos portões da fábrica, orientação que, segundo os sindicalistas, foi cumprida.
Ainda segundo o presidente do sindicato, a manifestação transcorria de forma pacífica até ser interrompida pela polícia. Melo garante, entretanto, que o movimento terá continuidade caso as partes não cheguem a um acordo na tarde desta sexta-feira. “É inaceitável que, em pleno século 21, trabalhadores sejam impedidos de manifestar livremente a sua insatisfação e, além disso, sofram agressões enquanto exercem o mandato sindical para a qual foram democraticamente eleitos. Trata-se de um desrespeito não apenas a estes dirigentes e ao funcionário que lá estava, mas a todos os metalúrgicos de Caxias do Sul”, observa Marcelino da Rocha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim.
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