Associado à CTB FITMETAL Brasil
Notícias
Para Dieese, redução da jornada não afetará competitividade das empresas
19/02/2010

Para o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais não aumentará o custo total de produção nem reduzirá a competitividade das empresas. Isto porque o custo com salários no Brasil é muito baixo quando comparado ao de outros países.

Segundo o Dieese, o custo da mão de obra manufatureira no Brasil é inferior a US$ 6, enquanto no Reino Unido é de quase US$ 30 e, na Alemanha, está próximo de US$ 38. “O peso dos salários no custo total da produção no Brasil é baixo, em torno de 22%. Uma redução de 9,09% na jornada representaria um aumento no custo da produção de apenas 1,99%”, apontou o Dieese em nota divulgada no último dia 12.

A medida, ainda segundo o Dieese, também irá contribuir para elevar a qualificação do trabalhador. “A redução da jornada de trabalho liberaria mais horas para que o trabalhador tivesse melhores condições de se qualificar”, acrescenta a nota.

 

Descompasso

 

A falta de mão de obra qualificada é apontada pela indústria como a principal razão para o atual descompasso entre a oferta e a procura por empregos. Segundo estudos, até 2014, será necessário formar aproximadamente três milhões de trabalhadores por ano para evitar que o problema se agrave.

O desequilíbrio aumentou em 2009, provocado pela nova onda de investimentos na economia e pela exigência de maior qualificação em virtude dos avanços tecnológicos.

A escassez de mão de obra qualificada fez, inclusive, com que o país batesse recorde de sobra de vagas no mercado de trabalho formal em 2009. Dados sobre o desempenho do Sistema Nacional de Empregos (Sine) revelam que, embora a oferta de vagas tenha sido a maior da década – 2,7 milhões –, 1,661 milhão de postos de trabalho oferecidos pelas empresas não foram preenchidos.

A taxa de preenchimento ficou em 39%, ante 42%, em 2008, e 48%, em 2007. O indicador leva em conta a relação entre o número de vagas disponíveis na rede e o total de pessoas que conseguiram colocação através do sistema público.

O principal motivo para o não preenchimento dos postos é a falta de qualificação da mão de obra, o que compreende baixo nível de escolaridade, carência de preparo técnico e pouca experiência. O excedente foi registrado tanto em profissões de nível superior quanto em atividades que exigem menor escolaridade, mas necessitam de conhecimento técnico.

 

Comentários
Adicionar novo Busca

 

Observe estas regras antes de encaminhar o seu comentário:

Todos os comentários serão submetidos à avaliação prévia dos responsáveis pela alimentação desta página. Comentários que contenham palavrão ou ofensa de caráter pessoal não serão reproduzidos. Críticas e sugestões à página serão bem recebidas, mas, preferencialmente, deverão ser encaminhadas através do link Fale com o Sindicato.


Obs.: Os comentários aqui reproduzidos são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam necessariamente a opinião do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas.

 

+/-
Escrever um comentário
Nome:
E-mail:
 
Website:
Título:
UBBCode:
[b] [i] [u] [url] [quote] [code] [img] 
 
 
:D:):(:0:shock::confused:8):lol::x:P:oops::cry:
:evil::twisted::roll::wink::!::?::idea::arrow:
 
 

Jornal 23 de Outubro

Jornal 23 de Outubro

* Visualizar edições anteriores

Banner

Horários

Sede: 8:30 às 12hs; 13 às 18hs
Sub-Sede: 8:30 às 16:45hs

Rua Santa Cruz, 811, Centro, Betim, CEP 32510-020, Telefone 3539.6500

by Seven Internet