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Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas têm um compromisso marcado para o próximo domingo, 28: a assembleia que será realizada às 10h00, no Clube dos Metalúrgicos, para que a categoria defina o rumo das negociações de Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) em 2010.
Marcelino da Rocha, presidente do Sindicato, observa que, em geral, os trabalhadores têm se preocupado apenas com o valor da PLR e com a data de pagamento. Ele adverte, entretanto, que “se o desfecho de uma negociação deste tipo dependesse única e exclusivamente de encontrar respostas para estas duas perguntas não teria sido necessário tamanho esforço por parte do Sindicato para evitar que trabalhadores de diversas fábricas tivessem o valor da segunda parcela reduzido em relação ao acordado inicialmente em 2009”.Na maioria das situações em que o Sindicato precisou intervir para evitar prejuízos, as empresas alegaram o não cumprimento da meta de qualidade como razão para pagar menos. “Isso mostra, portanto, que o trabalhador deve estar atento ao conjunto da negociação”, orienta.
Renda variável
Para o presidente do Sindicato, se a busca pela elevação do lucro é parte da lógica patronal, os trabalhadores devem ter como perspectiva a valorização do trabalho. “Cabe ao próprio trabalhador exigir a justa contrapartida por sua dedicação, sem perder de vista que PLR não é o que resolve o nosso problema”, acrescenta. “PLR é renda variável, que não incide sobre 13º salário, férias, FGTS e INSS. Valorizá-la em excesso só interessa às empresas, que tem se valido dela para aumentar a produtividade”, observa. A tendência de que o ritmo de trabalho siga acelerado é comprovado pelas expectativas de crescimento do mercado. A Fiat – que leva a reboque suas fornecedoras de peças – já espera um novo recorde de produção em 2010. Em 2009, a montadora produziu 736.620 automóveis e comerciais leves na planta instalada em Betim, 2% a mais na comparação com o ano anterior. Para 2010, a meta é chegar a 800 mil unidades.
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