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30 de julho de 2018

Diretoria do Sindicato debate o golpe e suas consequências nefastas para os trabalhadores e trabalhadoras


A exposição sobre o golpe de 2016 e suas consequências, feita pelo jornalista e assessor da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) Umberto Martins, transmitida pela central via internet, na segunda edição da Sala de Aula Virtual, no dia 26 de junho, foi apresentada e debatida na reunião da Diretoria do Sindicato nesta segunda-feira (30), no Clube dos Metalúrgicos, em Betim.

 

O debate contou com as presenças dos diretores da CTB Minas, José Antônio de Lacerda, o "Jota" (secretário de Formação) e Gélson Alves (secretário-geral); e do presidente da Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), Marcelino da Rocha.

No vídeo, Umberto Martins, autor do livro "O golpe do capital contra o trabalho", trata dos efeitos do golpe no país e de suas conexões internacionais.

Segundo "Jota", o debate sobre o golpe é importante para se entender como ele se deu, por que foi tramado e quais as classes sociais envolvidas. "A aula do Umberto é esclarecedora e isso ficou demonstrado durante o debate de hoje com a diretoria do Sindicato. Pela reação dos diretores e de suas falas após a aula, certamente, eles saem daqui mais esclarecidos e capacitados para debater a questão com os trabalhadores e trabalhadoras", disse.

Para superar o golpe, que de acordo com Umberto ainda está em curso, "Jota" diz que, primeiramente, é preciso elevar o nível de consciência e de mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras. "Os trabalhadores e trabalhadoras têm que ser os principais atores da história para fazer as mudanças. Temos que levar aulas como essa para as bases, para trocarmos ideias e ouvirmos os companheiros e companheiras", sugeriu.

Eleições

De acordo com o diretor de Formação da CTB Minas, no processo de conscientização e de mudanças, as eleições deste ano serão fundamentais. "É preciso garantir que tenhamos eleições livres e democráticas, pois os golpistas não vão dar mole, não vão aceitar entregar o poder tão facilmente", alertou.

O secretário-geral da central no Estado acrescentou que também é preciso ampliar o debate para além dos movimentos organizados. "As donas de casa, por exemplo, têm um papel fundamental na redemocratização após o golpe, pois sofrem com os aumentos dos alimentos, do gás de cozinha e do custo de vida. Com o desemprego dos maridos, são elas que seguram as pontas em casa. Por isso, temos que fazer o debate nos sindicatos, nas associações, nas igrejas, nas escolas, nos nossos bairros e em nossas próprias casas", explicou Gélson.

"Se ficarmos calados, isso é sinal de conformismo. Como não estamos conformados, temos que fazer o debate, pois a todo momento a direita tem jogando elementos para debatermos e vem debatendo de forma negativa contra nós mesmos. Por isso, não podemos nos calar. Caso contrário não conseguiremos superar essa situação", concluiu.

Encorajamento

O diretor do Sindicato Ronivon Cardoso dos Santos disse que a palestra do jornalista lhe deu um novo ânimo para continuar a luta contra o golpe. "A colocação do Umberto é perfeita, pois ele foi na essência da luta dos nossos dias. Sempre afirmamos que esse golpe é contra a classe trabalhadora e a sociedade brasileira, especialmente da parcela menos favorecida. Mas, Umberto evidenciou a questão e foi mais além. Isso me dá uma sensação de encorajamento e mais força para lutar contra esse golpe e apresentar o projeto que defendemos, que contempla a maioria da população. Também me dá mais argumentos para contrapor aquilo que a mídia golpista tem pregado", explicou.

O diretor do Sindicato Marco Antônio ressaltou a importância da exposição de Umberto Martins. "Nas mídias tradicionais, não temos a oportunidade de obter uma segunda opinião sobre os temas atuais, pois a mídia golpista só divulga um ponto de vista. Essa palestra esclarece o que significa o golpe e os prejuízos que ele tem acarretado à classe trabalhadora; mostra realmente sua faceta e seu objetivo; e explica todo o processo construído para que a classe dominante e exploradora prevalecesse em detrimento da classe trabalhadora e da população em geral", observou.

Iniciativa da Secretaria de Formação e Cultura da CTB nacional, a Sala de Aula Virtual é uma atividade da Escola da CTB.

 

Fonte: Imprensa do Sindicato.

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